domingo, 19 de agosto de 2012

Cândido Portinari: um pouco de sua vida


Cândido Torquato Portinari, nascido em 29 de dezembro de 1903, no estado de São Paulo, mal competou o ensino primário. Quando tinha 14 anos, conheceu pintores e escritores vindos da Itália que atuavam na reconstrução de igrejas em Brodowski e o “contrataram” para ser ajudante. Com 15 anos, decidiu deixar São Paulo e foi para o Rio de Janeiro, em busca por aperfeiçoar seus dons na Escola Nacional de Belas Artes. Durante seus estudos, Portinari chamava atenção tanto de professores quanto da imprensa, por ter um grande potencial. Com 20 anos, já participava de várias esposições, recebendo elogios de várias colunas de jornais. Com tudo isso, começou a despertar no artista uma admiração por um movimento considerado marginal, o modernismo. Em 1928, ganhou a medalha de ouro do ENBA, um de seus prêmios mais esperados, e, com ele, uma viagem para a Europa.
Passou dois anos morando em Paris, tempo essencial para o estilo que tornaria Portinari consagrado. Em Paris, teve contato com Van Dongen e Othon Friesz, outros artistas da época. Também conheceu Maria Martinelli, uma uruguaia de 19 anos, com quem ele passaria o resto de sua vida. A distância do Brasil causou nele um interesse social profundo, o que o aproximandou do país novamente.
Em 1946, retornou ao Brasil. Mudou completamente sua obra, valorizando cores nas pinturas. Aos poucos, abandonou as telas pintadas a óleo e começou a se dedicar mais em murais e afrescos. Assim, em 1939,  expôs três telas no Pavilhão Brasil da Feira Mundial, em Nova Iorque. Nessa exposição, seus quadros chamaram a atenção de Alfred Barr, diretor geral do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Alfred Barr comprou a tela “Morro do Rio” e a expôs no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque), ao lado de obras de grandes artistas conhecidos mundialmente. O interesse de Barr pela obra de Portinari fez com que ele preparasse uma exposição individual do artista em Nova Iorque. 

Ao visitar o MoMA, Portinari impressionou-se com uma obra de Pablo Picasso que mudaria seu estilo novamente, chamada “Guernica”.
Em 1951, a política fez com que Portinari voltasse ao Brasil. Nesse mesmo ano, aconteceu a 1ª Bienal de São Paulo, que expôs obras de Portinari com destaque. Porém, nessa década, ele apresentou muitos problemas de saúde. Em 1954, ele teve uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas e, desobedecendo as ordens médicas, continuou pintando e viajando para para exposições internacionais. No começo de 1962, Portinari foi convidado para uma exposição de 200 telas em Milão. No dia 6 de fevereiro do mesmo ano, morreu envenenado pelas mesmas tintas que o tornaram um grande artista. Seu filho hoje cuida dos direitos autorais de suas obras.

Algumas das pinturas mais conhecidas de Portinari são "Os milagres de Nossa Senhora", "Via Sacra" e "Os Retirantes". Segue o abra "Os Retirantes":




A vida de Cândido Portinari foi marcada por muitos mais acontecimentos, eles podem ser lidos no link: http://www.portinari.org.br/

Giovanna Tonello e Milena Fontana, bolsistas de extensão do IFRS – Campus Canoas

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A história de Ferreira Gullar


 José Ribamar Ferreira, popularmente conhecido como Ferreira Gullar, é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo. Nascido no dia 10 de setembro de 1930, em São Luis, possui muitos prêmios relativos à poesia brasileira.

Sobre o seu nome, o poeta disse o seguinte: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela era Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Airton Dalass Coteg Sousa Ribeiro Dasciqunta Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome".

Ferreira Gullar foi um dos fundadores da revista “A ilha”, que lançou o pós-modernismo no maranhão. Um dos seus principais prêmios foi conquistado em 2011, quando ganhou o Prêmio Jabuti, com o livro “Em alguma parte alguma”, que foi considerado o livro do ano de ficção.

As suas principais obras são: “Um pouco acima do chão” (1449) e “A luta corporal” (1954).  Abaixo um trecho do poema “Traduzir-se” de Ferreira Gullar, que por sinal foi cantado por Adriana Calcanhotto:

“Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte — que é uma questão de vida ou morte — será arte?”

No link a seguir podemos encontrar mais informações sobre o autor http://www.literal.com.br/ 

Giovanna Tonello e Milena Fontana, bolsistas de extensão do IFRS - Campus Canoas

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A vida e a obra de Clarice Lispector


Clarice Lispector foi uma importante escritora e jornalista brasileira. Nasceu na Ucrânia em 1920 e foi naturalizada brasileira por ter chegado ao Brasil com dois anos de idade. Clarice começou a escrever logo depois que aprendeu a ler, ainda na infância, em Recife. Quando tinha 15 anos, seu pai decidiu se mudar para o Rio de Janeiro. Após o falecimento da mãe, Clarice estudou em uma escola na Tijuca. Com 19 anos, escreveu seu primeiro conto, “Triunfo”, na revista Pan. Em 1943, no mesmo ano de se formar em Direito, casou-se com o pai de seus dois filhos.
Clarice morou na Itália, onde serviu na Segunda Guerra Mundial como assistente voluntária de enfermagem.  Enfim, separou-se do marido, que ficou na Europa, e voltou para o Rio de Janeiro com seus dois filhos.  


Após uma série de acontecimentos na sua vida, entre eles a sua quase morte e a hospitalização de seu filho, Clarice é hospitalizada e morre no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57º aniversário.
Clarice, durante sua vida, publicou várias obras e até a manhã de seu falecimento, ainda ditava frases para sua amiga.


Giovanna Tonello e Milena Fontana, bolsistas de extensão do IFRS - Câmpus Canoas


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Campanha do Agasalho do IFRS – Câmpus Canoas

A Campanha do Agasalho do IFRS - Câmpus Canoas está recebendo doações de alimentos não perecíveis, roupas e calçados. Tudo o que for arrecadado irá para instituições beneficentes da cidade, com o intuito auxiliar famílias carentes da região.
Os interessados em contribuir devem levar as suas doações até a biblioteca do Câmpus Canoas. Para mais informações, entre em contato pelo telefone 3415-8200.

sexta-feira, 15 de junho de 2012


Na sexta-feira, dia 1 de junho, tivemos no IFRS - Câmpus Canoas a tão esperada conversa com o escritor Ricardo Azevedo. Foi uma conversa descontraída, em que o escritor contou sua história, como começou a escrever, o que lhe trazia inspiração, como foi sua infância e demais aspectos de sua vida. Tivemos também a apresentação de trabalhos elaborados pelos alunos do Curso Técnico Integrado em Administração, que elaboraram um teatro de fantoches contando um dos contos do autor, e do Curso Técnico Integrado em Informática, que criaram um RPG com o conto "O moço que não queria morrer". A aluna Larissa Camargo, do segundo ano do Técnico Integrado em Informática, tocou teclado para o autor. Esses foram os acontecimentos que marcaram uma manhã divertida e muito interessante com o escritor Ricardo Azevedo.

Giovanna Tonello e Milena Fontana, bolsistas de extensão do IFRS - Campus Canoas

quarta-feira, 6 de junho de 2012

28ª Feira do livro de Canoas

Lembrem-se,  começou neste dia 1º de junho a feira do livro de Canoas. Fiquem atentos às atividades, pois o IFRS – Campus Canoas estará envolvido em algumas delas.


Giovanna Tonello e Milena Fontana, bolsistas de extensão do IFRS - Campus Canoas

II Semana do Meio Ambiente


Teremos, na próxima semana, no IFRS - Câmpus Canoas, a II Semana do Meio Ambiente. Na 1ª edição, em 2011, tivemos algumas atividades que se renovarão nesta 2ª edição, como o plantio de mudas. Há também novidades para 2012, como a oficina de Bijouterias com material reciclável.

Confira, a seguir, o folder com a programação completa:


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quinta-feira, 31 de maio de 2012

II Semana do Meio Ambiente

Abaixo o convite oficial da Semana do meio ambiente, que será realizada no Campus Canoas do dia 11 ao dia 15 de junho de 2012. Participem!


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terça-feira, 22 de maio de 2012

Conversa com o escritor Ricardo Azevedo

Por meio da Campanha “Amigo encapado”, os projetos “Redes Digitais de Leitura”, “Livro na Sala” e “Literatura na Mão” conseguiram comprar, nesta semana, alguns livros do escritor Ricardo Azevedo, que realizará uma palestra no dia 1° de junho, às 9h, no Miniauditório 2 do IFRS – Câmpus Canoas, por ocasião da Feira do Livro de Canoas.
Abaixo, temos os nomes dos livros que irão integrar as minibibliotecas das salas de aula:
Contos de enganar a morte
Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões
No meio da noite escura tem um pé de maravilha
Contos de espanto e alumbramento
Feito bala perdida
Ninguém sabe o que é um poema

Questionada sobre a visita do escritor e os livros comprados, a Profa. de Português, Literatura e Espanhol Maria Edilene de Paula disse que a compra dos livros foi um marco importante. Fará com que os alunos se aproximem mais da leitura do escritor e tenham a oportunidade de conhecer melhor o modo de escrever de Ricardo Azevedo. Os livros são muito engraçados, isso faz com que os alunos tenham mais interesse em ler.

Giovanna Tonello e Milena Fontana, bolsistas de extensão do IFRS - Campus Canoas

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Projeto Lilicult


O projeto de extensão Lilicult  (Língua, Literatura e Cultura do IFRS), do Campus Porto Alegre, tem como objetivo o desenvolvimento de atividades de extensão que visam à formação do homem e ao desenvolvimento de uma visão mais crítica do mundo e pelo conhecimento cultural.
As atividades são voltadas a temas referentes a linguagem, leitura, cultura e artes, direcionados a cursos específicos, buscando envolver todos os alunos do campus.
O público externo que desejar participar de alguma das atividades desenvolvidas pelo projeto deverá entrar em contato pelo e-mail lilicult@poa.ifrs.edu.br ou entrar no blog lilicult.wordpress.com.
Uma das próximas atividades será a II Semana de Língua e Cultura, a ser realizada em outubro, que poderá ter a participação de toda a comunidade do IFRS.
O projeto é coordenado pela profª Dr. Jaqueline Cunha e a bolsista é a aluna Jéssica Nunes.

O projeto Redes Digitais de Leitura apoia essa ideia!!!!


Giovanna Tonello e Milena Fontana, bolsistas de extensão do IFRS - Campus Canoas